sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ex-chefe das licitações na Alepa presta depoimento sobre esquemas de fraude


A ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL) da Assembleia Legislativa do Estado do Pará no ano de 2009, Maria de Nazaré Guimarães Rolim, passou cerca de três horas prestando depoimento na sede do Ministério Público do Estado do Pará (MPE) ao promotor de Justiça, Arnaldo Azevedo, responsável pela investigação criminal das fraudes no Legislativo Paraense. O relado da servidora será fundamental para desvendar as possíveis irregularidades nos processos licitatórios fraudados, principalmente, na gestão do ex-deputado e presidente do daquele poder, Domingos Juvenil (PMDB).
Até às 20h de ontem, o promotor Arnaldo ainda terminava os procedimentos para registrar o que disse Maria de Nazaré. Sem revelar o conteúdo do depoimento à imprensa, a Promotoria deve somar as informações dela para compor a ação criminal que será entregue à Justiça sobre os crimes contra o erário constatados após a apuração do caso. Maria de Nazaré era presidente da CPL, em 2009, possivelmente agia com o auxílio do marido, Jorge Moisés Cadah, para beneficiar empresas que se lançavam nas concorrências públicas de licitação da Assembleia. A investigação feita do MPE já ouviu uma série de testemunhas para compor o quebra-cabeça que pode levar à condenação de Domingos Juvenil e outros presidentes do Legislativo, como o atual senador da República Mário Couto (PSDB).
Ontem, o promotor de Justiça do MPE, Nelson Medrado, também conduziu os trabalhos na investigação sobre improbidade administrativa no caso da Assembleia Legislativa do Pará. Ele ouviu o servidor José Ailzo Souza Chaves, e juntou mais evidências sobre as fraudes ocorridas na Comissão Permanente de Licitação de 2009 do Poder Legislativo. O depoimento dele foi colhido ontem, pela manhã, e reforçou as suspeitas de Medrado sobre irregularidades cometidas nos processos licitatórios supervisionados por Maria de Nazaré com intervenção de seu marido, Jorge Cadah, investigado no caso esquema criminoso instalado na Alepa.
Nelson Medrado afirma que as suspeitas sobre a ação ilegal de Maria de Nazaré e Cadah estão a cada vez mais se tornando evidentes com os depoimentos prestados por servidores e outras pessoas intimadas a falar sobre caso das licitações na Alepa. O relato de José Ailzo, por exemplo, aponta que a assinatura dele constava em uma das licitações de 2009 com incongruências apontadas pelo Ministério Público do Estado, porém, o servidor afirmou ao promotor que não participou do processo licitatório investigado, com data de março de 2009.
O responsável conta que essa licitação foi anulada, porém, está sendo alvo de atenção por ter sido encontrada no computador de Jorge Cadah apreendido para análise dos indícios de improbidade administrativa apurada por Medrado.
Edição de 23/09/2011 AMAZÕNIA

Em Belém, três policiais militares são presos em flagrante

Em Belém, três policiais militares são presos em flagrante

Três policiais militares foram presos em flagrante nesta terça-feira (20). Eles são acusados de extorsão e sequestro.

Os policiais teriam prendido um traficante e exigido dinheiro da família dele, que denunciou o caso à corregedoria da PM (Polícia Militar), que prendeu os policiais no momento em que os parentes da vítima entregavam o dinheiro do 'resgate'.

Segundo o coronel Silva, da Corregedoria da PM, os policiais vão responder a um Conselho de Disciplina e podem ser excluídos do quadro. O flagrante serve como instrumento para ser processado na Justiça Militar. Os policiais prestarão depoimento na Corregedoria da guarnição em Belém.


Os PMs devem ser encaminhados, ainda nesta terça-feira, ao presídio Anastácio das Neves.


Outro lado - O Portal ORM entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar e aguarda nota de esclarecimento sobre o caso.


Redação Portal ORM